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Por: Ana Laura Azevedo (jornalista responsável pelo site Karatedo on-line)
Colaborarou: Rubens Goulart
Rubens Goulart

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| Geraldo de Paula, coordenador de seleçães da CBK |
A seleção brasileira de karate está no Rio de Janeiro desde domingo, onde treina todos os dias até o início das competições da modalidade nos Jogos Pan-americanos, na próxima quarta-feira (25).
O coordenador de seleções da CBK (Confederação Brasileira de Karate), Geraldo de Paula, responsável pela preparação técnica da equipe que vai para o Pan, evita falar em expectativas quanto ao número de medalhas de ouro, mas tem certeza de que o Brasil chegará à final em todas as categorias.
Rubens Goulart

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| Irineu Loturco, o preparador físico |
No que depender do aspecto físico, os atletas estão garantidos. Segundo o preparador físico, Irineu Loturco, todas as metas estabelecidas no trabalho que durou 16 meses foram atingidas e “hoje temos uma seleção mais forte, mais rápida e mais resistente”. Loturco, que já trabalhou com diversos outros esportes, como futebol, vale-tudo e boxe, acredita que um dos fatores que contribuiu foi a disciplina dos atletas, que atribui às características do próprio karate.
Para Geraldo de Paula, os adversários mais fortes no Pan serão Cuba, México, Venezuela e República Dominicana, já que os EUA, que costumam ser a maior ameaça, classificaram apenas um atleta.
Rubens Goulart

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Lucélia Ribeiro, bi-campeã
Pan-americana +60kg |
A bi-campeã dos Jogos Pan-americanos Lucélia Ribeiro, que compete pela categoria acima de 60kg, também cita o México e a Venezuela ao falar das adversárias que costumam dividir o pódio com o Brasil, mas lembra que as competidoras de todos os países foram campeãs ou vices em competições importantes e afirma que estuda vídeos de lutas de todas as atletas com o mesmo cuidado e respeito.
Repercussão junto ao público
O último treino da seleção antes da viagem para o Rio foi realizado no sábado (21) no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Além de fazer um treino mais lúdico, programado por Geraldo para "relaxar a tensão" da proximidade da participação no Pan, a equipe teve a oportunidade de ter contato direto com o público.
Ana Laura Azevedo

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Seleção e equipe técnica praticam kata durante treino especial
realizado no Parque do Ibirapuera |
Lucélia comenta que este contato aconteceu em todos os lugares por onde a seleção passou em São Paulo, e que principalmente as crianças vêm o tempo todo tirar fotos e pedir autógrafos. Para ela, este contato é muito importante, pois “as crianças são sinceras e trazem uma motivação a mais”.
Rubens Goulart

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| Juarez Santos, categoria +80kg |
O atleta Juarez Santos, que compete pela categoria acima de 80kg e participa pela primeira vez dos jogos Pan-americanos, ressalta que esta repercussão em meio ao público é importante não apenas para a promoção individual dos atletas, mas também da própria modalidade – é uma oportunidade de difundir o karate de competição.
Como Juarez explica, o karate de competição tem características próprias, diferentes das do karate mais voltado para o lado marcial, a filosofia do budo, e do karate escolar, de motivação mais lúdica. Ainda assim, tanto Juarez quanto Lucélia atribuem grande importância ao karate mais marcial e ao kata e kihon como bases do karate, que dão a forma e a técnica a ser aplicada no kumite. Apesar do treinamento para competições como o Pan ser mais concentrado em kumite, Lucélia conta que eles praticam sempre um kihon mias voltado à preparação para a luta.
Enquanto estão treinando com a seleção, os atletas quase não têm tempo para as atividades em suas academias de origem, mas fazem planos para retomá-las após o Pan. Juarez, que é faixa-preta 1º Dan, conta que já teria carência suficiente para fazer exame para o 4º Dan, mas em 2003 estabeleceu a meta de se classificar para os Jogos Pan-americanos e desde então tem se dedicado mais ao treinamento de competição. Ele afirma que após o Pan vai se voltar novamente para sua progressão e "correr atrás de exame de faixa".
Outra característica marcante do karate de competição é que nele não importa o estilo praticado pelo atleta. Embora quase todos os membros da seleção venham do estilo Shotokan, Lucélia, que foi eleita pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) como o destaque do karate no ano passado e pode se tornar tri-campeã nestes Jogos Pan-americanos, pratica Goju-Ryu.
Sonho de ser olímpico
Enquanto diversas modalidades em que o Brasil tem se destacado no Pan, como o vôlei de praia e a natação, garantem ao mesmo tempo classificação para as Olimpíadas de Pequim, para o karate um grande destaque pode significar o fortalecimento da possibilidade de passar a fazer parte dos esportes olímpicos.
Para Geraldo de Paula, estes Jogos Pan-americanos serão uma oportunidade única para o karate conquistar mais reconhecimento no Brasil, país em que, apesar de ter seus praticantes estimados em cerca de 1 milhão, a modalidade tem menos reconhecimento do que em outros países, como por exemplo a Espanha. Este reconhecimento maior pode colaborar para a aceitação do karate nas Olimpíadas.
Rubens Goulart

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| A seleção e a equipe técnica - da equerda para a direita - em pé: Vinícius de Souza (-70kg), Lucélia Ribeiro (+60kg), Valmir Zuza (técnico da seleção junior), Geraldo de Paula (preparador técnico), Nelson Sardemberg (-80kg), Irineu Loturco (preparador físico), Juarez Santos (+80kg), Carlos Lourenço (-65kg); abaixados: Dáfani de Figueiredo (-60kg), Valéria Kumizaki (-53kg), Douglas Brose (-60kg), Caio Duprat (-75kg) |
Veja o cronograma das competições de karate nos jogos Pan-americanos, que ocorrem de 25 a 27 de julho, e acompanhe em Karatedo online a partir de quarta-feira (25) a atualização diária sobre o desempenho do Brasil na competição.
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